A morte do agente de trânsito da Guarda Municipal de Vitória Leandro Rodrigues, ocorrida na manhã da última quinta-feira, 12 de fevereiro, durante a realização de um teste de aptidão física exigido para progressão na carreira, abriu um intenso debate sobre as regras impostas aos servidores da segurança pública municipal de Vitória.

O agente de trânsito da Guarda Municipal de Vitória Leandro Rodrigues faleceu na última quinta-feira ( 12) durante um teste de aptidão física que estava sendo realizado no Centro Esportivo Tancredão.
Leandro participava do teste de esforço previsto na Lei nº 9.851/2022, conhecida como Lei do Subsídio, quando passou mal. Ele não resistiu. A Polícia Civil solicitou parecer do Instituto Médico Legal para identificar a causa da morte.
O episódio levou o vereador Dárcio Bracarense a protocolar um projeto de lei que altera a norma vigente. A proposta busca retirar a obrigatoriedade do Teste de Aptidão Física, o chamado TAF, como requisito para promoção nas carreiras da segurança municipal.
Segundo o parlamentar, a exigência deve permanecer apenas na fase de admissão ao serviço público. “O TAF é legítimo para ingresso, mas impor desgaste físico periódico, sem protocolos mínimos de segurança, especialmente a servidores mais experientes, é algo que precisa ser revisto”, afirmou.
Bracarense defende que, caso qualquer teste físico continue sendo aplicado, haja garantias estruturais adequadas. Ele criticou a ausência de suporte emergencial durante a realização do exame. “Não havia sequer um desfibrilador disponível. Estamos falando de profissionais que dedicam a vida à segurança da cidade”, declarou.
O vereador também comparou prioridades orçamentárias do município. “Uma cidade que gasta R$ 16 milhões em decoração de Natal não pode alegar falta de recursos para manter uma ambulância de prontidão ou adquirir um desfibrilador para proteger seus próprios servidores”, disse.
A proposta deve tramitar nas comissões da Câmara Municipal antes de ir ao plenário. O tema já mobiliza representantes de categorias da segurança pública municipal e pode gerar mudanças na legislação, reacendendo o debate sobre equilíbrio entre exigência funcional, valorização profissional e preservação da vida.
Enquanto isso, colegas e familiares de Leandro Rodrigues aguardam o laudo oficial que esclarecerá as circunstâncias da morte. A tragédia transformou um procedimento administrativo em uma discussão pública sobre limites, responsabilidade e prioridade na gestão dos servidores municipais.
Fonte: Assessoria do Vereador de Vitória Dárcio Bracarense